Selic: 5ª alta consecutiva não surpreende, mas causa indignação21/07/2011
O Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copam) elevou, nesta quarta-feira (20), a taxa básica de juros (Selic) em 0,25%, para 12,5%. A decisão tinha sido antecipada pelo "mercado" e não causou surpresas, mas provocou ampla indignação na sociedade, especialmente entre os trabalhadores. As centrais sindicais, por meio de nota, reagiram a mais esta alta da Selic. "Com esta estratégia de aumentar a taxa Selic sob o argumento de que tal iniciativa mantém a estabilidade da economia, o Copom (Comitê de Política Monetária) agrada o mercado financeiro - principal beneficiado por esta medida", diz a nota da Força Sindical. "Ao aumentar para 12,5% a Selic, o Banco Central demonstra mais uma vez sua falta de sintonia em relação aos anseios populares e de parte do empresariado. Mais juros significam menos empregos, menos investimentos produtivos e, diante de um cenário internacional que a cada semana se mostra mais nebuloso, tal decisão coloca em risco o projeto de desenvolvimento necessário para o Brasil", afirmou a CTB. "Essa decisão do Copom mostra que a autoridade monetária só tem uma receita, a de manter o Brasil no topo do ranking mundial de juros reais altos, independentemente da conjuntura", enfatiza nota da UGT. Leia a íntegra da nota da UGT Até o fechamento desta matéria, CUT e Nova Central ainda não haviam publicado seus respectivos posicionamentos acerca da decisão do Banco Central. A página da CGTB está "em manutenção" e desse modo não foi possível verificar o posicionamento da central. |
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