Mais uma mostra do preconceito racial do DEM23/03/2011
Escrito por Balbino Cosme de Siqueira Neto, secretário de Combate ao Racismo da CUT/MG
Mais uma vez o DEM mostra sua face racista. Em reunião da bancada do partido na Câmara, na terça-feira (22), o deputado Federal Julio Campos (DEM-MT) provocou constrangimento ao chamar de “moreno escuro” o ministro do Joaquim Barbosa, do Supremo Tribunal Federal (STF). O deputado lançou mão da expressão ao criticar a eficácia e o rigor do foro privilegiado destinado às autoridades do país. A expressão racista do Deputado Julio Campos (DEM-MT) mostra mais uma vez que no Brasil a discriminação ainda persiste e é ainda mais vergonhoso que o preconceito venha de um representante do povo no Parlamento. Demóstenes Torres aprofunda mais ainda seu discurso machista e racista, quando afirma que as mulheres negras usam de um discurso vitimizado ao afirmar que sofrem diretamente os maus tratos e a discriminações no que se refere ao atendimento na saúde pública. Que as pesquisas apresentadas para justificar a necessidade de políticas públicas específicas são duvidosas e que nem sempre são confiáveis, pois podem ser burladas e conter números falsos. Enquanto o Estado brasileiro reconhece a situação de violência física e sexual sofrida pelas mulheres brasileiras, criando mecanismos de proteção como a Lei Maria da Penha, e a criação do Dia Internacional da Mulher completa 101 anos, o excelentíssimo senador vem na contramão da história e dos fatos externando o mais refinado preconceito, o machismo e o racismo incrustado na sociedade brasileira. O deputado Júlio Campos e o senador Demóstenes Torres merecem a execração pública. É inaceitável que o preconceito racial, o machismo e o atraso ainda estejam presentes no Parlamento brasileiro |
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