Cai liminar que garantia novo Enem para todos19/11/2010
Decisão da Justiça Federal pretendia "atacar" o exame, argumentou AGU Brasília. A Advocacia-Geral da União (AGU) conseguiu derrubar a decisão liminar que obrigava o Ministério da Educação (MEC) a reaplicar o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para todos os alunos que se sentiram prejudicados pelos erros de impressão e inversão do cabeçalho no gabarito da prova. A decisão, do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5), só saiu por volta das 21h de ontem. Mais cedo, o ministro da Educação, Fernando Haddad, já havia declarado que a liminar poderia atrasar a publicação dos resultados do Enem, que serão utilizados por diversas universidades como parte de seus vestibulares. Com a segunda vitória na Justiça, a MEC poderá levar à frente a ideia de reaplicar a prova, em dezembro, apenas para alunos que receberam cadernos com erro de impressão e que não conseguiram trocá-los. Um balanço final com a lista dos candidatos que se enquadram nesse critério deve ser apresentada ainda hoje pelo MEC. Até a semana passada, haviam sido identificados cerca de 2.000 estudantes nessa situação, o correspondente a cerca de 0,1% do total de inscritos. Argumentos. A AGU solicitou que o TRF estendesse os efeitos da primeira decisão - que derrubou a suspensão do Enem. Segundo o órgão, a nova liminar pretendia "atacar o Enem e as providências para sua resolução". O procurador-geral Marcelo de Siqueira Freitas argumentou que, com a liminar, a juíza Karla de Almeida Miranda tentava "driblar" a primeira decisão. "O tribunal já havia manifestado que era desnecessária a aplicação da prova aos 3,3 milhões de inscritos e concordado com a solução proposta", disse. Para o presidente do tribunal, desembargador Luiz Alberto Gurgel de Faria, a reaplicação irrestrita provocaria atrasos no cronograma do MEC, prejudicando as instituições que pretendem utilizar as notas em seus processos seletivos. UFMG. À tarde, em nota, o reitor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Clélio Campolina, já havia se manifestado contra a liminar e defendido a aplicação da nova prova somente aos candidatos prejudicados pelos erros da prova amarela. Pedidos VESTIBULAR Para o candidato Flávio Santos, 21, o impasse vem prejudicando a preparação dos vestibulandos. "O mais importante é que o novo exame seja aplicado o quanto antes", destacou. Atas. O Paraná concentra, até agora, o maior número de notificações de erros na aplicação do Enem. Houve problemas ainda em Sergipe, Distrito Federal, Pernambuco, Minas Gerais e Santa Catarina. (GS) |
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