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TAE da UFMG suspendem Greve e aprovam retorno ao trabalho dia 19

15/12/2016
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Em assembleia,  nesta quinta-feira, 15, no saguão da Reitoria da UFMG, os Técnico-Administrativos em Educação votaram a favor da suspensão da Greve com retorno ao trabalho no dia 19 de dezembro (segunda-feira) em conjunto com os professores e estudantes.

A coordenadora Geral do SINDIFES, Cristina Del Papa, informou que a Greve não acabou, "estamos suspendendo o movimento, é um momento de renovar as forças para o ano que vem, quando teremos uma luta ainda maior, que é a Reforma da Previdência que está exigindo do trabalhador, 49 anos de contribuição". 

Cristina agradeceu aos TAE que atenderam a convocação para a Greve e lembrou que o movimento trouxe a discussão e luta contra a PEC 241/16 (55 no Senado) para dentro da UFMG, fomentando as ocupações dos alunos. Ela também agradeceu o empenho das pessoas que fizeram parte do Comando de Greve, que teve papel fundamental na condução do movimento paredista.

Sobre o calendário letivo da Universidade para o próximo ano, Cristina disse que seu inicio está definido para o dia 2 de janeiro, quando começa o período de reposição dos dias em que os trabalhadores e trabalhadoras estiveram em Greve.

Conselho universitário discute retorno às aulas

A reunião do Conselho Universitário, no último dia 13, abordou a saída unificada da greve (TAE, Professores e Estudantes) e a definição para o retorno das aulas. Os estudantes temem que os professores que não aderiram à greve apliquem provas e avaliações na segunda, dia 19. Por isso, solicitaram o retorno das aulas no dia 2 de janeiro, tendo este intervalo para estudarem. 

Após os estudantes perderem a votação por um voto, a discussão intensificou e para resolver o impasse, ficou acordado que cada unidade irá discutir em sua Congregação e definir a melhor data até o dia 2 de janeiro de 2017. A orientação para os TAE é que votem, nas congregações, a favor dos alunos.

Durante a reunião, também foi reivindicado a realização de um Congresso Universitário. O documento, escrito pelo técnico-administrativos, professores e estudantes, cobra uma promessa de campanha do Reitor e a abertura de espaço para a discussão de assuntos que interessam toda a comunidade.

Votação da PEC 55 em segundo turno volta a ter confronto

A Coordenadora de Comunicação do SINDIFES, Neide da Silva Dantas, definiu com 'uma guerra' os acontecimentos em Brasília, na última terça, 13. De acordo com ela, o acesso dos manifestantes foi restrito a Biblioteca Nacional e a Esplanada dos Ministérios estava fechada. 

Além disso, a policia reagiu com extrema violência a ser provocada pelos movimentos estudantis. "Essa é a reação deste Estado Opressor do PMBD, que tem em sua linha de apoio o PSDB, e que está aí tomando conta do nosso governo", disse. Neide reforçou que não devemos desanimar diante dos resultados da PEC da Morte. "Não é uma saída de greve, é uma suspensão estratégica do movimento para que nos preparemos para um enfrentamento maior no ano que vem".


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