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FASUBRA convida mulheres trabalhadoras de todo país ao engajamento nos espaços de poder

25/07/2016
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As relações sociais de mulheres negras nos espaços de poder ainda tem representação reduzida no Brasil. De acordo com o censo de 2010, 53,3% da população é constituída por mulheres e 52% da população é negra. Resumindo, mulheres são maioria e principalmente negras, porém, não há representação expressiva na tomada de decisões. Mulheres são a parte da sociedade que padece por opressões como o sexismo, machismo, racismo, lesbotransfobia, violência doméstica, mortes por parceiros. Sofrem ainda com a diferença salarial em relação aos homens no mercado de trabalho e com a pobreza.

Para que haja transformações de fato no cotidiano socioeconômico da mulher negra brasileira, é preciso engajamento nos espaços de poder. Atualmente, o Congresso Nacional é representado por 513 deputados federais e 81 senadores, são 51 mulheres na Câmara dos Deputados e 5 no Senado Federal. Como maioria, não podemos continuar com o mínimo na tomada de decisões. Neste dia, a FASUBRA busca a reflexão dos trabalhadores técnico-administrativos em educação sobre a realidade da mulher negra na América Latina e no Brasil. O objetivo é incentivar o engajamento das mulheres trabalhadoras da base na disputa por espaços de poder promovendo mudança cultural contra a desigualdade nos locais de trabalho e transformações socioeconômicas na sociedade, construindo políticas de crescimento para as mulheres em todo país.

Mulher, sua força pode mudar o mundo!

Dia da Mulher Negra da América Latina e do Caribe

O dia 25 de julho, escolhido em 1992 para marcar a luta da mulher negra latina é mais uma data que deve ser utilizada para impulsionar a luta cotidiana das mulheres.

Apesar dos pequenos avanços conquistados no Brasil e no mundo através da luta das mulheres, o dia “25 de julho” ainda é um dia de reflexão e “luto” em memória de tantos milhões de mulheres que tiveram suas vidas violentamente marcadas ou simplesmente ceifadas.

Mulheres cujas histórias de sofrimento e lutas tiveram início quando nossas primeiras ancestrais foram sequestradas da África e se viram presas aos grilhões físicos, morais, emocionais, políticos, econômicos e também sexuais. É lamentável que este tipo de coisa ainda aconteça na América Latina e no Caribe.
Uma situação que, para ser compreendida de fato, precisa sempre considerar a profundidade do que significa ser “duplamente oprimida”, como mulher e como negra. Significa, dentre muitas outras coisas, ser vista como um “objeto”, como os machistas vêm todas as mulheres; mas, também, ter um passado como “escrava”, ou seja, ser vista, pelos “donos do mundo”, como “objeto” desde sempre, feita para servir, “disponível” a qualquer hora e para qualquer coisa, mas ainda indigna de se postular a ser gente.


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