Seminário sobre Segurança inicia com discussão sobre violência nos campi e presença de par15/09/2015
O XXIV Seminário Nacional sobre Segurança nas IPES e EBTT começou nesta segunda-feira, dia 14, no auditório da Universidade Federal de Minas Gerais, em Belo Horizonte. Participaram da mesa de abertura o vice-reitor da UFVJM, o professor Claudio Rodrigues; a deputada federal Jô Morais;, a pro-reitor de Recursos Humanos da UFMG, a professora Maria José Grillo; a coordenador geral da FASUBRA, Rogério Marzolla; a coordenadora geral do SINDIFES, Marina Silva; e o membro da coordenação do Seminário, José Carlos Balbino. No período da tarde foi realizada a mesa sobre Direitos Humanos e a Violência nos Campi das Universidades e dos Institutos Federais com a palestrante, a professora e deputada federal Margarida Salomão. Para ela, a segurança é um setor estratégico e precisa ser visto com tal. "Há 20 anos o governo tucano iniciou um processo de desmonte do estado, terceirizando vários cargos, entre eles o de vigilante. Estas empresas passarão a fornecer serviços estratégicos com pessoal desqualificado para tratar da guarda patrimonial e dos recursos humanos da universidade", disse a deputada. Os delegados mostraram grande preocupação com a necessidade de concurso público e com as condições de trabalho dos vigilantes. Para eles, a renovação do quadro é mais barato que a contratação de terceirizados que chegam a custa 10 mil reais por mês, cada vigilante. Ao final, Margarida reiterou sua disposição de encaminhar a luta dos vigilantes e afirmou que os Técnico-Administrativos em Educação, no cargo de Vigilantes, são fundamentais para formular e sustentar políticas de segurança e que os terceirizados não tem o vínculo e a capacidade necessária. Análise de conjuntura ![]() Participaram como debatedores, na mesa de Análise de Conjuntura, o TAE, Rogério Marzolla, coordenador da FASUBRA; Mozarte Simões, também da coordenação da FASUBRA e Mario Garofolo, pela CTB. Para Marzolla a crise que está instalada é resultado de um processo de acumulação absurdo e até então não praticado, "mesmo em crise o banco Itaú vai lucrar 22 bilhões de reais, isto é o dobro que o seu lucro a dois anos atrás. Esse processo tem um preço que está sendo pago pelos trabalhadores", disse ele. Mozarte avaliou que o Brasil e a América do Sul tem sido atacados fortemente pelos donos de capital, pois é a região em que o socialismo ainda resite. "A direita quer sangrar a presidenta, quer acabar com o ideal socialista no Brasil, pois sabe que se cair aqui, caí nos demais países sulamericados com jogo de dominó", afirmou ele. Garofolo disse que para o empresariado o dólar a 4 reais é bom, pois auxilia no processo de especulação e concorrência com o mercado externo. "Precisamos de um estado forte, atuante e inclusivo, capaz de atender as necessidades da sociedade e não um estado neoliberal", finalizou Garofolo. Clique aqui para acessar a galeria de fotos do primeiro dia. |
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